Depressão Gestacional

domingo, 2 de março de 2014
(Esse texto foi escrito por mim e publicado originalmente no blog Diário de Mãe, no dia 25/02/2014).




Você fica grávida e a família toda comemora, agora ninguém come nada sem antes te oferecer, ninguém te deixa levantar peso, pessoas na rua sorriem ao perceber sua barriga, te oferecem o lugar para sentar, os carros param para que atravesse a rua, estranhos pedem para passar a mão na sua barriga, pessoas mais próximas até conversam com o bebê... E você se pergunta o porquê de não estar tão feliz.

Irritabilidade, tristeza constante, choro fácil, ansiedade, inquietude, medo, mau humor, fadiga, desânimo, diminuição da libido, alterações no sono ou apetite, sentimento de culpa ou inutilidade, dificuldade de concentração, desinteresse pelas atividades que antes gostava, comportamento introspectivo, desinteresse pela gravidez... Nem sempre são apenas "coisas de grávida", mas tudo isso também pode ser sintomas de depressão, inclusive recorrentes pensamentos de suicídio e morte.

O fato é que depressão gestacional ocorre com muita frequência, cerca de 10% a 20% das mulheres sofrem depressão durante a gravidez, e quando não tratada pode progredir para depressão pós parto. Cerca de 25% dos casos de depressão pós-parto tiveram início na gestação.

O "estopim" de uma depressão gestacional é variado: gravidez indesejada, o próprio histórico de depressão pessoal ou familiar, dificuldades no relacionamento amoroso/conjugal, falta de apoio familiar, gravidez de risco ou problemas com a gravidez anterior, problemas de fertilidade, idade materna precoce, histórico de aborto, ter sofrido ou sofrer violência doméstica, perda de algum familiar ou pessoa próxima, ou simplesmente as circunstâncias estressantes do dia-a-dia, como as responsabilidades com outros filhos, problemas no trabalho ou desemprego, falta de dinheiro, ou qualquer grande mudança. Além de motivos hormonais e psicológicos, a depressão gestacional também pode ser resultado de problemas físicos, como a diabetes ou doenças na tireoide.

"A depressão gestacional pode prejudicar o meu bebê?" Com certeza essa é uma preocupação de quem recebe esse diagnóstico, e a resposta é: sim, pode (o que, é claro, não ameniza o sentimento de culpa que ela já pode estar sentindo por outro motivo).

Os bebês nascidos de mães que tiveram diabete gestacional podem nascer com baixo peso, podem ter problemas respiratórios, de desenvolvimento neurológico e mental, geralmente são menos ativos, mais irritáveis, têm dificuldade de concentração e dificuldades no sono por volta dos 18 meses. 

A depressão gestacional também está relacionada com uma série de situações como pré-eclâmpsia, aborto, morte neonatal, parto prematuro, maior uso de UTI neonatal, baixo índice de APGAR, e dificuldades na formação do vínculo entre mãe e filho. Por todos esses motivos fica evidente a importância de não ignorar os sintomas, buscar um diagnóstico precoce e aderir ao tratamento mais adequado.

Em primeiro lugar peça ajuda, não apenas a um médico, mas aos amigos e familiares em quem possa confiar. Converse com seu companheiro. Desabafe, procure apoio e tente se livrar da culpa. Não priorize tudo que você acha que precisa estar pronto antes da chegada do bebê. Acredite, nesse momento, cuidar de você é o mesmo que cuidar do seu filho, e é prioridade. 

Divida tarefas, descanse, tente manter uma rotina de sono, reduza a carga de trabalho, saia com as amigas, pratique alguma atividade física recomendada para gestantes, pois o exercício físico eleva o nível de serotonina. Cuide da sua alimentação, evitando cafeína, açúcares e carboidratos processados, que estão ligados à má saúde física e mental.

Considere a possibilidade de terapia e tratamentos alternativos como o relaxamento, acupuntura ou produtos fitoterápicos. A ingestão de suplementos como ômega 3, vitamina B6, erva de São João e magnésio podem ajudar, mas, assim como todo medicamento, é preciso de uma recomendação médica, pois alguns suplementos contem substâncias não indicadas para gestantes ou não podem ser utilizadas juntamente com outros medicamentos.

Em casos de depressão gestacional mais graves o médico pode prescrever medicamentos, entretanto deverá considerar o que pode ser mais prejudicial à mulher e ao bebê, se as consequências da depressão não medicada, ou os potenciais danos da droga.

Caso perceba que se enquadra nos sintomas da depressão gestacional, não tente resolver isso sozinha, e não tenha vergonha de demonstrar fragilidade e buscar ajuda, pois reconhecer os próprios limites demonstra apenas que é uma pessoa responsável. Seu filho precisa que você cuide de sua saúde, que procure uma gestação mais tranquila para você e para ele, e assim evite que uma depressão gestacional progrida para uma depressão pós-parto. Cuide-se!


Gravidez: 32 semanas

sábado, 1 de março de 2014
Olá, gravidinhas e mamães modernas!
Tudo bem?


Estou entrando no 8º mês de gestação!
Essa semana foi exatamente como descrevo na parte de baixo do post: sentindo-me mais pesada, cansada, com uma falta de ar constante, e com muita dor na região da lombar.

Acho que fazer comparações entre os filhos algo praticamente inevitável, e essa comparação já começa na gravidez. Quando falamos que nenhuma gestação é igual a outra, já estamos comparando...
E outra diferença que estou notando é que na gravidez do Davi eu me sentia culpada porque não conseguia amar o Davi desde o ventre. Realmente a mãe só nasce quando nasce o filho, e antes disso eu não sentia nada, era um ser desconhecido. Claro, momentos antes do parto eu já estava muito ansiosa, como se fosse a um primeiro encontro às escuras, mas com alguém que eu tinha certeza que seria o amor da minha vida, sem chance para decepções. E realmente, tudo mudou no momento do seu nascimento, mas até ali eu achava estranho até conversar com ele.
Dessa vez eu sei muito bem o que é o sentimento de uma mãe por um filho, e não me sinto estranha em conversar com o Kauai, e posso dizer que já o amo muito!

Meu peso: 58,2 kg (+6,2)


Com 32 semanas de gestação o bebê mede cerca de 42 cm e pesa cerca de 1702 gramas, o tamanho aproximado de um coco verde.

Os sacos aéreos (alvéolos) nos pulmões agora se multiplicam rapidamente. Embora contenham fluído, o feto exercita a respiração com movimentos comparáveis a explosões curtas, de cerca de 10 segundos. Nas próximas semanas, o padrão respiratório se tornará mais regular e rítmico, pois sua meta é chegar às 40 respirações por minuto necessárias depois do parto. 
A futura mãe possivelmente se sentirá mais e mais cansada no último trimestre da gravidez. Além de carregar o peso adicional, do feto, do fluído amniótico, e de seu útero estar muito aumentado, ela tem uma sobrecarga adicional: seu coração precisa trabalhar arduamente para bombear sangue extra. Deitar-se durante o dia aumenta o fluxo sanguíneo para o feto e proporciona bem-estar a ambos. 

Fonte:
O livro da gravidez - vol.2 - Ed. Duetto
Fotos: Fabricio Sena (papai moderno)


Gravidez: 31 semanas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Olá, gravidinhas e mamães modernas!
Tudo bem?

Vou me despedindo do sétimo mês de gestação. Meu Deus, como o tempo passa rápido! Outro dia mesmo meu bebe era como uma sementinha, e agora já está enorme!
Sinto muito seus movimentos e é a coisa mais gostosa do mundo! Estou num misto de sentimentos entre querer que ele chegue logo, vontade de conhecer, de cheirar, de beijar, mas também querer que o tempo demore para passar para eu poder curtir mais a gravidez!
Também curti muito a minha primeira gestação, mas não tinha esse sentimento de não querer que acabasse porque sabia que um dia eu teria outro filho. Dessa vez, como muito provavelmente será a ultima gestação, quero que o tempo demore a passar, e já estou com saudade!

Meu peso: 57,6kg (+5,6)


Com 31 semanas de gestação o bebê mede cerca de 41 cm e pesa cerca de 1502 gramas, o tamanho aproximado de um abacaxi.

O esqueleto do feto está chegando perto do tamanho que terá ao nascer. Como ele ainda precisa ganhar muito peso, parece um tanto comprido e magro nesse estágio. Sua pele está engrossando e ficando rosada, e uma pequena camada de gordura se acumula sob a superfície. Seu corpo é flexível, e ainda há espaço no saco amniótico para que se dobre e até mesmo coloque os dedos do pé na boca. No caso de gêmeos, o espaço no útero se torna pequeno, e por isso eles crescem menos que os filhos únicos a partir de agora e tendem a nascer antes do prazo habitual, especificamente se forem mais de dois. Alguns fetos estão treinando a posição de cabeça para baixo, em preparação para o parto. Outros só farão isso mais tarde.

Fonte:
O livro da gravidez - vol.2 - Ed. Duetto
Fotos: Fabricio Sena (papai moderno)








Gravidez: 30 semanas

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Olá gravidinhas e mamães modernas que estão contando os dias juntos comigo!

Nessa semana tive mais uma consulta do pré-natal. Graças a Deus estamos bem! O Kauai está cefálico, minha pressão está boa, tudo como esperado! 
Meu médico me passou o pedido de exame de curva glicêmica, para verificar a possibilidade de diabete gestacional. Para quem não sabe, esse exame é realizado da seguinte forma. Chegarei em jejum ao laboratório e colherão uma amostra de sangue. Depois me darão um líquido bem açucarado para tomar, e farão mais três coletas de sangue, uma a cada hora. Bom, já tenho pavor de realizar exame de sangue comum, imagina quatro coletas em uma tacada só. Enfim, o importante é afastar a possibilidade de uma gestação de alto risco e poder ter meu bebê em casa, como planejado.

Meu peso: 57,8 kg (+5,8)


Com 30 semanas o bebê mede cerca de 40 cm e pesa cerca de 1319 gramas, o tamanho aproximado de um salsão.

O feto parece mais roliço e bem nutrido, mas ele ainda terá cerca de dez semanas para se desenvolver - o esperado é que dobre de peso no período. Seu padrão sono-vigília já é regular, e amplia seu tempo de repouso, metade do tempo é separada para o repouso. 
As contrações de Braxton Hicks ficam mais intensas a partir dessa semana.
Mulheres com fator sanguíneo Rh negativo receberão uma injeção de anticorpos anti-D por volta da 30ª semana de gravidez; nova dose será aplicada pouco depois do parto. O procedimento ajudará a neutralizar uma resposta imune caso o filho que ela carrega pertença ao grupo Rh positivo - essa resposta é menos comum na primeira gravidez. E a ajudará a produzir seus próprios anticorpos anti-D em eventuais gestações futuras em que haja incompatibilidade de grupos sanguíneos.

Fonte:
O livro da gravidez - vol.2 - Ed. Duetto
Fotos: Fabricio Sena (papai moderno)




      

Enxoval de bebê: parte 2 (Dinda)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Olá!
Tudo bem?

Dando continuação aos posts falando sobre o enxoval do Kauai, agora vou falar da Dinda!
Para quem não conhece, já falei sobre a Dinda AQUI, e já realizei quatro compras nesse site.

Dinda é um clube de compras, onde fecham parcerias com diversas marcas voltadas principalmente ao público infantil, e às vezes direcionada diretamenta às mães, e vendem os produtos com descontos incríveis. O fluxo do pedido faz com que o prazo de entrega seja demorado. Você realiza o pedido, "paga" com o cartão de crédito, então a Dinda envia os pedidos à marca parceira, que muitas vezes fabrica o produto, e faz a entrega para a Dinda. Então os pedidos são separados. Só então é realizada a cobrança no cartão e o envio para a transportadora. 
Esse processo demora cerca de 30/40 dias, então, exige principalmente paciência. Não dá pra comprar algo que queira usar semana que vem. 
Além disso, por se tratar de um clube de compras, e não de uma loja, pode acontecer atrasos na entrega dos produtos, que não depende totalmente deles, mas da empresa parceira. Eu, particularmente, tive sorte, pois minhas quatro compras chegaram dentro do prazo.
O site também oferece crédito (R$20) por cada convidado que realizar a sua primeira compra, através do seu link pessoal de divulgação. Então, além do desconto, pode ser vantajoso se você também tem uma rede de contatos.

Bom, dessa vez aproveitei uma oferta da Grow Up! 
Conjunto de 3 peças 72% mais barato!

Macacão com 54% de desconto!


De R$460,00 por R$145,80 - R$135 (meus créditos acumulados) + R$6,21 (frete) = R$17,11

Fotos dos produtos que recebi:


Muito fofo, né?! Adoro marrom/bege para menino, e até pra menina (marrom com rosa fica lindo!) mas é muito difícil achar para comprar, a maioria das peças que encontramos é azul. Por isso não resisti quando vi essas roupinhas lindas na Dinda!

Para conhecer a Dinda e aproveitar as ofertas, clique AQUI.

Gostaram? 

Já publiquei um post falando sobre algumas compras do enxoval no AliExpress, e ainda vou falar sobre a parte do enxoval que o Kauai vai herdar do irmão mais velho. Fiquem ligadinhas!

Bjocas!


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