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Terrible Two: os famosos e terríveis dois anos

domingo, 11 de agosto de 2013
(texto publicado originalmente no blog Vida de Mãe, da Nestlé, em 20/03/2012)


Há uma fase da criança em que ela se descobre como indivíduo, um sujeito que possui desejos, vontades e opiniões próprias. Isso é muito lindo, não é mesmo? 

Bom, a verdade é que, na prática, isso não é tão lindo quanto parece. Essa descoberta faz com que a criança, inconscientemente, se oponha a tudo, querendo afirmar a sua “independência”. 

Chora porque não quer tomar banho, depois chora porque não quer sair do banho. Não quer trocar a fralda; não quer aquela roupa; não quer colocar o sapato; não quer aquele brinquedo; não quer comer aquilo que sempre adorou; chora porque quer colo, você pega no colo, e ela quer o chão. 

Essa fase acontece por volta dos dois anos de idade e, por isso, é chamada de Terrible Two, mas pode apresentar sinais antes dos dois anos. 

Quando meu filho estava com cerca de um ano e sete meses, comecei a perceber mudanças em seu comportamento. O Davi começou a ficar irritado sem motivo, me bater, dar chilique, fazer birra... O comportamento mudou tanto que se ele fosse para a creche, facilmente eu colocaria a culpa nela, alegando a influência de outra criança. Como não era o caso, não tive como culpar alguém e fui procurar respostas para tanto “siricutico”. 

Agora meu filho está no auge do Terrible Two, e eu posso entender facilmente porque essa fase também é chamada de “primeira adolescência”. Teimosia é uma palavra que a define bem. Com frequência, falo uma, duas, três, dez vezes a mesma coisa, e ele finge que não está me ouvindo. Mas quando ele quer algo, quer imediatamente e não aceita esperar. Às vezes, está tudo na santa paz de Deus e, de repente, inicia uma sequência de situações, nas quais parece que ele fica procurando coisas que não pode fazer, cabe a mim impedi-lo. O resultado: um verdadeiro show de chiliques. 

A situação fica mais incômoda quando isso acontece em local público, lhe obrigando a lidar com olhares tortos e o julgamento de pessoas que questionam o comportamento do seu filho e a educação que ele está recebendo. 

Sendo assim, os conselhos para as mães que têm filhos nessa fase são: tente evitar a crise dando opções. Em vez de perguntar “quer comer banana?”, diga “você quer banana ou maçã?”. Isso pode funcionar, exceto quando a criança escolhe uma das opções e depois a recusa. Também ajuda se a criança estiver descansada, por isso, é bom que ela durma bem; se passar da hora do sono, com certeza irá se estressar mais fácil. 

Se não for possível evitar, seja firme ou ignore, mas não bata de frente. Seja racional, não fique tão nervosa quanto seu filho. Isso não é nada fácil e, particularmente, quando junta o chilique do meu filho com a minha TPM, ambos surtamos! 

Seja paciente, muito paciente. Respire fundo, conte até mil, se for preciso, e agradeça por ser apenas uma fase que brevemente fará parte do passado.

Beijocas!

Primeira Adolescência

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sempre que ouvia falar sobre o “Terrible Two” não dava muita importância, pensava em me preocupar com o assunto só quando o Davi estivesse com dois anos, mas fui surpreendida com algumas mudanças de comportamento e descobri que o TerribleTwo pode aparecer em qualquer momento da primeira infância.

É a fase em que a criança começa a se entender como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e para reafirmar essa “independência”, inconscientemente, se opõe a tudo! Não quer tomar banho, não quer sair do banho, não quer trocar a fralda, não quer colocar a roupa, não quer tirar a roupa, não quer colocar o sapato, não quer aquele brinquedo, não quer comer aquilo que sempre adorou. Eu peço para ele andar, e ele quer colo. Eu quero pegar no colo, ele quer ir para o chão.

A dica é sempre a mesma em vários textos que li sobre o assunto: Dê opções! Ao invés de falar: “Quer comer banana?” diga: “Você quer banana ou maçã?”. Mesmo assim, é bem capaz dele escolher uma das opções e depois se recusar.

Eu que tenho tanto medo de não saber lidar com um adolescente, já tenho um bebê adolescente em casa, pois agora ficou bem claro porque essa fase é chamada de “Primeira Adolescência” por muitos especialistas!

Contar até dez é pouco, tem que contar até mil, e também entro num momento negação e recusa: Esse menino NÃO vai conseguir me enlouquecer!

Haja paciência!

Ah! Ainda não consegui ter a frieza de tirar uma foto do Davi na hora do “show”, por isso não tenho uma imagem para ilustrar essa postagem.



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